Problemas da visão

A visão é, nos dias correntes, o maior comunicador de todos nós
 hipermetropia

 

Hipermetropia      “O que está lá ao fundo?!”

 

Hipermetropia, é um problema baseado numa insuficiência visual ao longe, uma perda de detalhe podendo em
alguns casos agravar-se em apenas alguns meses, embora este tipo de atrofia visual seja pouco frequente. Os
primeiros sintomas são de desfoque, como que ver por um vidro fosco, evoluindo para a perda total ou parcial
da noção no que nos rodeia. Para corrigir essa insuficiência, devera procurar um médico oftalmologista para
saber qual a solução adequada ao seu caso e antes verifique se tem problemas com diabetes.

 

 miopia
Hipometropia      “Não consigo ler!!!”

 

Hipometropia ou miopia é um problema baseado numa insuficiência visual ao perto.
Ler, estar no computador ou outras simples tarefas podem tornar-se incomodativas, criando desconforto (dores de cabeça, náuseas, etc). Da mesma que a hipermetropia, começa com um desfoque, e pode acabar com o passar do tempo numa situação de não definição do que o rodeia.
Isto acontece porque nativamente nós humanos estamos preparados para ver ao longe e não a curtas distancias. Para corrigir essa insuficiência, devera procurar um medico oftalmologista para saber qual a solução adequada ao seu caso e antes de ir ao médico oftalmologista verifique se tem problemas com diabetes.

 

astigmatismo

 

Astigmatismo      “As letras estão estranhas e sobrepostas!”

 

Astigmatismo é o único tipo de problemas visuais que é “herdado” ao contrário da hipermotropia e hipometropia.
O astigmatismo provoca insuficiência visual ao perto e ao longe contudo esta pode estar intimidamente ligada quer a hipermotropia quer a hipometropia.

 

Quem sofre de astigmatismo vê o mundo como que “duplicado”, os objetos estão em sobreposições, isto acontece porque a pessoa vê os objetos em vários pontos de luz criando as sobreposições.
Além da visão turva ao perto e ao longe, poderá ocorrer diplopia ou poliopia que estão normalmente relacionados com alterações na córnea. Para corrigir essa insuficiência, devera procurar um medico oftalmologista para saber qual a solução adequada ao seu caso e antes de ir ao médico oftalmologista verifique sempre se tem problemas com diabetes.

 

Lentes ou óculos? A escolha é sua mas…
Há quem prefira óculos e outras lentes , contudo o seu uso é restrito…
As lentes de contacto privam o olho de obter oxigénio, por isso é aconselhável retirar as lentes enquanto esta
em casa ou a trabalhar no PC e colocar uns óculos em sua substituição, mas ainda assim as lentes não são
para todos.
O uso das lentes de contacto só é possível a partir de 0.75 dioptrias enquanto os óculos é a partir de 0.25 o mínimo de dioptria existente.
Os óculos são pouco práticos e de fácil destruição. Hoje em dia para evitar o partir das lentes, é possível a sua construção designada com lente orgânica, contudo risca-se mais facilmente ao contrario das de vidro.

 

Operação refrativa…Quando?
A cirurgia refrativa e muito segura mas não se pode aplicar em todos os casos, porque como em qualquer cirurgia, existem riscos.
Apenas é aconselhável uma cirurgia a quem já tem uma perda de visual acentuada como 4 ou 5 dioptrias. Quanto mais dioptrias mais segura é a operação pois em caso de erro não haverá danificação visual .
Imagine que tem uma cartolina grande e precisa cortar uma parte dela para fazer um trabalho, se se enganar pode ir retirar mais até acertar mas se se tiver pouca e se enganar então a situação se complica, o mesmo aqui acontece numa cirurgia refrativa.

 

estrabismo
Estrabismo designa-se a uma ausência de alinhamento entre os olhos . O desvio de um dos olhos pode dar-se numa direção horizontal convergente ou divergente,
numa direção vertical ou até mista, encontram-se desalinhados em mais que uma direção. Em condições normais, os músculos que fazem movimentar os olhos trabalham de forma coordenada, permitindo uma visão binocular e a noção de
profundidade, perceção tridimensional ou estereoscopia, uma vez que o cérebro funde as imagens dos dois olhos e as interpreta como uma só.
Se os olhos não se dirigem exatamente para o mesmo ponto de fixação, o cérebro perceciona duas imagens do mesmo objeto que não consegue fundir e o indivíduo tem visão dupla, diplopia.

 

O estrabismo, para além de impedir a perceção tridimensional, pode levar a que o olho desviado perca, ou não desenvolva, função visual, isto porque o cérebro poderá optar por eliminar a mensagem do olho desviado para não estar em constante duplicidade de estímulos.
Esta situação pode levar ao chamado «olho preguiçoso» ou ambliopia, que se caracteriza pela perda de acuidade visual, não por razões orgânicas, mas por falta de utilização.

 

As causas do tipo de estrabismo variam de acordo com a idade de aparecimento e as características demográficas das populações. Há tratamentos diferentes para os diversos tipos de estrabismo. Alguns são corrigidos com o uso de óculos (estrabismo acomodativo), outros com uso de óculos e cirurgia de correção de estrabismo e há aqueles que são corrigidos apenas com a cirurgia de correção de estrabismo.
Atualmente em alguns casos pode ser realizado o tratamento do estrabismo com toxina botulínica.

 

diplopia

Visão de um individuo com diplopia

 

Diplopia e Poliopia

 

Diplopia ou visão dupla o doente vê duas imagens em vez de uma, ou seja, é um sintoma em que um único objeto é “entendido” pelo cérebro como se tratasse de dois objetos.

 

Esta pode ocorrer das seguintes formas:

 

• Diplopia horizontal
– na diplopia horizontal as imagens surgem horizontalmente.
Podem ocorrer duas combinações: diplopia cruzada onde a imagem do olho direito está para a esquerda e a do olho esquerdo para a direita ou diplopia homónima onde a imagem do olho direito está para a direita e a do olho esquerdo para a esquerda.

 

•Diplopia cruzada ou oblíqua
– na diplopia cruzada ou oblíqua ocorre uma combinação de diplopia vertical e
horizontal com uma torção.

 

•Diplopia vertical
– na diplopia vertical as imagens surgem verticalmente.

 

•Diplopia binocular
– problema ocorre apenas com os dois olhos abertos, ou seja, o problema desaparece
quando um dos olhos é fechado.

 

•Diplopia monocular
– quando o problema ocorre apenas num dos olhos (o outro olho está fechado), ou seja, o problema persiste no olho mesmo após fechando o outro olho.

 

Existem várias doenças dos olhos e outras doenças sistémicas, nomeadamente algumas doenças neurológicas que podem ser as causas para a diplopia ou visão dupla.
Poliopia o doente observa múltiplas imagens fantasmas em vez de apenas uma, ou seja, é um sintoma em que um único objeto é percecionado como várias imagens.

 

Catarata ocular

 

Consiste numa perda química do cristalino apenas visível através de exames específicos.
Provoca lacrimejar, a qualidade da visão diminui e pode progressivamente cegar o doente.
As cores ficam esbatidas e a visão fica embaciada, distorce a transmissão da luz através do olho até à retina. As causas poderão ser várias entre elas, envelhecimento natural (catarata senil), doenças cronicas como o diabetes, o uso de medicamentos como corticóides, trauma ocular e a exposição à luz do sol, por longos períodos, sem proteção adequada.

 

As cataratas são solucionadas através de cirurgia, que apesar de muito seguras não estão livres de risco. Terão de ser realizados vários exames e testes de modo a compreender qual o verdadeiro problema, para despistar a eventual existência de outras patologias ou alterações que possam comprometer o sucesso da cirurgia à catarata. Destacam-se o exame SLO – Scannig Laser Ophthalmoscop , teste de Glare, OCT.
 ceratocone

Ceratocone
O Ceratocone é uma doença que afeta o formato e a espessura da córnea, provocando a perceção de imagens distorcidas como diplopia monocular ou poliopia monocular, hipovisão (baixa visão) e fotofobia, etc, contudo não causa cegueira.
A evolução do ceratocone é quase sempre progressiva com o aumento do astigmatismo e miopia e acentuada baixa de visão. O diagnóstico é feito através de exames como a tomografia e topografia de córnea.
O seu tratamento dependerá do doente e quão evoluído se encontra o problema, quando os óculos já não oferecem a acuidade visual necessária é substituído por lentes de contacto para a ceratocone. De forma a evitar o transplante tenta-se tratamento por crosslinking (aumento da resistência da córnea) ou através de implante de anel ou anel de Ferrara (cirurgia a laser, indicado para intolerantes a lentes de contacto ou com irregularidades acentuadas da córnea).
O transplante de córnea é indicado quando uma das suas características é perdida:
Transparência , curvatura ou regularidade. Em casos de curvatura avançada onde a visão não é corrigida com lentes de contacto e não há indicação de anéis ou crosslinking, indica-se o transplante de córnea.

 

Fotofobia

 

Fotofobia é a sensibilidade à luz, ou seja, é a intolerância à luz ou o desconforto provocado pela luz nos olhos, seja esta de origem natural (luz do sol) ou artificial (luz com origem na energia elétrica, por exemplo). Pessoas de olhos claros possuem uma maior sensibilidade a claridade devida a uma menor pigmentação em comparação as pessoas de olhos escuros.
Pode ser também provocada por diversas doenças dos olhos, como infeções, inflamações, alergias, entre outras, podendo o seu grau de severidade variar bastante de acordo com a patologia. A fotofobia intensa possui, habitualmente, origem patológica.
As causas de fotofobia podem ser de diversa ordem entre elas, conjuntivite, glaucoma, úlcera na córnea, descolamento da retina, etc. O seu tratamento dependerá da qual é a sua causa.

 

daltonismo

Teste rápido de Daltonismo

 

Exemplo de uma imagem usada num teste de daltonismo
Daltonismo ou Discromatopsia

 

O daltonismo é a incapacidade ou diminuição da capacidade de ver a cor ou perceber as diferenças de cor em condições normais de iluminação. O daltónico é o indivíduo que padece de daltonismo. Um individuo com visão normal pode identificar e distinguir 150 tons de cores diferentes,no daltónico este número diminuí porque tem menos
possibilidades de criar misturas de cores. O daltonismo em homens é mais frequente que o daltonismo em mulheres, devido à hereditariedade e aos cromossomas envolvidos.

 

Discromatopsia – deficiências totais

 

Em relação às deficiências nos cones (vermelho, verde, azul) e
quando há deficiências totais
podemos classificar o daltonismo em 3 tipos:

 

•Protanopia
– deficiência total nos cones vermelhos. Dificuldade em distinguir as cores vermelhas.

 

•Deuteranopia
– deficiência total nos cones verdes. Dificuldade em distinguir as cores verdes.

 

Heterocromia completa
Olho com apresentação de sinais de um glaucoma

 

•Tritanopia
– deficiência total nos cones azuis. Dificuldade em distinguir as cores azuis.

 

•Discromatopsia
– deficiências parciais
No caso de existirem apenas deficiências parciais nos cones (vermelho, verde, azul) podemos classifica-los como:

 

•Protanomalia
– deficiência parcial nos cones vermelhos. Enquanto na protanopia existe deficiência total, na protanomalia existe apenas deficiência parcial.

 

•Deuteranomalia
– deficiência parcial nos cones verdes. Na deuteranopia existe deficiência total, na deuteranomalia existe apenas deficiência parcial.

 

•Tritanomalia
– deficiência parcial nos cones azuis. Na tritanopia existe deficiência total, na tritanomalia existe apenas deficiência parcial.

 

 

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Heterocromia

 

Heterocromia
É anomalia genética que atinge os mamíferos e a sua causa pode ser congénita ou adquirida, apresenta diferenças na cor em cada olho, isto acontece porque a quantidade de melanina (pigmento escuro que se encontra na pele, nos pelos e nos olhos) apresentada na íris é desequilibrada.
Quem apresenta este tipo de anomalia ocular deverá realizar exames médicos para eliminar a hipótese de existirem outras doenças congénitas relacionadas a anomalia na cor dos olhos.

 

Quando a heterocromia se apresenta apenas como uma alteração genética, normalmente, as pessoas utilizam lentes de contacto para esconder as alterações na pigmentação da íris.

 

•Heterocromia setorial
: A mesma íris apresenta duas cores diferentes, sendo que uma das cores deve ser
dominante.

 

•Heterocromia central
: Com este tipo de heterocromia apresentam dois ou mais círculos na íris, de cor
diferente.

 

•Heterocromia completa
: É o tipo mais raro e diferente, pois consiste na completa diferença entre a cor dos olhos, como na imagem acima.

 

glaucoma

Glaucoma

Glaucoma

 

Glaucoma ou neuropatia ótica é uma doença ocular que provoca lesões nos nervos oculares e consecutiva perda de visão. O exame da gonioscopia permite saber qual o tipo de glaucoma.

 

Existem dois tipos de glaucoma:

 

Glaucoma de ângulo aberto
– de evolução lenta e assintomática (sem sintomas), no entanto com a progressão da doença começam a surgir um estreitamento no campo de visão (visão periférica), subtis perturbações visuais, como ver halos à volta da luz elétrica ou ter dificuldade para se adaptar à escuridão. O tratamento o pode evitar novas deteriorações se detestado a tempo, mas, normalmente, não consegue restabelecer completamente a visão.

 

Glaucoma de ângulo fechado
– mais grave que a anterior mas menos frequente, o individuo pode ter
sintomas como dores oculares intensas, visão turva, náuseas, etc. O olho fica duro, vermelho e é doloroso ao
toque. Este provoca cegueira permanente, se não for rapidamente tratada.

 

aniridia

Anirídia

 

Anirídia
Do grego – sem íris – É uma doença hereditária rara que consiste na falta congénita da íris de um olho ou ambos.
Poderá estar associado a alterações geniturinárias, atrasos mentais (síndrome de Wagr) e ataxia cerebral (síndrome de Gillespie), ligada a problemas com cataratas, glaucoma ou estrabismo, etc. A Anirídia provoca a falta de desenvolvimento no globo ocular.

 

Notas
O cristalino é a lente natural do olho, transparente que permite a focagem dos objetos de longe e de perto, denominada de acomodação. Qualquer alteração na constituição do cristalino altera a formação das imagens na retina e consequentemente na visão.

 

Patologia é a ciência que analisa órgãos, tecidos e fluidos corporais, com a finalidade de fazer um diagnóstico das doenças.
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